Jorge e Tânia





Uma nGage que começou bem no centro de Lisboa, pelas ruas do Bairro Alto, onde descobrimos um jardim mágico e acessível a poucos. Fomos para Caneças, à Quinta onde o Jorge e a Tânia fazem equitação e terminámos na Fonte da Telha, já com alguma chuva e uma presença canina totalmente alucinada.

O dia do casamento começou bem cedo em Almada, andámos pela Praça S. João Baptista e imagine-se pelo backstage do Pingo Doce! Alguma chuva não impediu que o Jorge pudesse fazer a sua sessão no exterior, quando chegámos a Cacilhas havia um lindíssimo céu cinzento escuro que ajudava ainda mais ao dramatismo das fotos.

Deixámos o Jorge na Margem Sul e fomos para a outra margem, para o Parque das Nações, onde nos esperava a Tânia, ou não! Acredito que tenha sido a espera do ano, quando chegámos a noiva estava a ser penteada, o que durou cerca de hora e meia. Eu desesperava, sentava-me, levantava-me, fazia algumas fotos aos acessórios, olhava para a rua angustiado, afinal o dia era já outro, sem chuva e com uma imensidão de ideias para por em prática, mas sem noiva!
Na meia hora de fotos que tivemos as coisas correram pelo melhor e QUASE que perdoei a Tânia, as fotos ficaram maravilhosas, embora tenha ficado tanto por fazer ...

Seguimos para a Basílica da Estrela, local da cerimónia e que teve a presença de um coro de Gospel, o que combinou extremamente bem com a magnitude do espaço. Depois de algumas fotos à entrada da Basílica, fomos ao jardim em frente. O sol já se ia mostrando, embora tímido, o que mudou também a temperatura e ambiente das fotos.

A última paragem do dia foi na Ordem dos Médicos, onde a equipa de Luís Suspiro nos recebeu da melhor e mais saborosa forma possível. Não me canso de gabar um espaço de requinte onde tudo é de nível superior.

A surpresa estava guardada para a abertura do baile, onde os noivos presentearam os convidados com uma representação fantástica, um misto de sedução e burlesco sob o disfarce ténue de um Tango Argentino, o resultado foi um sorriso geral e ponto de partida para uma festa bem divertida.

nGage







The Wedding











Pedro & Tânia, 16 de Outubro




A nGage foi já no longínquo mês de Setembro e quando cheguei a Olhão, esperavam-me já a Tânia e o Pedro. Promessas de uma viagem de barco estavam ainda muito longe da loucura que foi atravessar de Olhão para a Ilha dos Hangares. Solzinho maravilhoso, vento a bater no rosto e uma paisagem muito diferente é um molde muito favorável à fotografia, se lhe juntar-mos um casal totalmente in love, a coisa ganha uma magia única. Chegámos à Ilha sempre com o Pedro a descrever cada ponto que fosse um pouco maior que um grão de areia. Eram histórias de pesca, de navegações caricatas, de postos armados e aventuras pessoais relatadas com muito carisma e com um brilhozinho nos olhos que não disfarçava a paixão por este mundo.

Demos um ENOOOOORME passeio pela praia que me transportou para outras paragens, a ausência de pessoas e de traço urbano fez-me sentir quase em outro país. Após a longa caminhada fomos recompensados com um delicioso batido de canela no bar junto ao farol e lá voltámos para Olhão ao cair do sol. A agravar a ausência de luz, que não permite fotografar, houve outra situação digna de registo, fomos atacados por batalhões e batalhões de mosquitos que fariam inveja a qualquer clã de vampiros da Saga Twilight. Houve alturas em que a coceira era tanta que juro ter-me sentido um dançarino profissional de break dance. Para suavizar a comichão o Pedro deixou-me conduzir o barco a espaços e ensinou-me algumas regras de trânsito marítimo.

No dia 16 e com o casamento marcado para as 15:00, houve bastante tempo de manhã para fotografar os noivos. Começámos em casa deles e saímos com o Pedro para dar uma volta por Olhão e fomos à lota, isto a um Sábado de manhã e com 253,678 gaivotas no cais. Para quem ainda não percebeu o grau de dificuldade deste momento, imaginem o que é terem milhares de gaivotas a sobrevoarem-vos com armas mortíferas para qualquer fato de noivo. É muita gaivota para tão curto espaço, o Pedro ainda fez lá alguns movimentos "à la' Matrix" para chegar incólume à cerimónia :)

A Tânia ainda atrasou um pouco (mentira, foi mesmo bastante), mas nada de grave (cof cof). A verdade é que quando chegou a hora da verdade esteve a um nível superior e mesmo com cuidado redobrado pela sua barriguita saliente, nunca negou nenhuma situação e colaborou sempre com um sorriso simpático. Chegada a hora da cerimónia lá arrancámos para a Quinta dos Poetas, Pechão.

A cerimónia foi ao ar livre e não se alongou em demasia, um saxofonista tomava conta do som ambiente enquanto se faziam as fotos com os convidados. Um pouco antes de entrarem na sala e com a luz a pintar a bonita paisagem da quinta, fizemos as fotos com o casal. A marcar a festa, a dedicatória que o Pedro fez à Tânia, cantando uma música de André Sardet - "Quando Eu Te Falei Em Amor".

Chegava ao fim mais um Mito Urbano, desta vez no Algarve, com um casal nota 678, que nos fez em tudo, sentir como autênticos participantes da sua festa. Um grande abraço!

A nGage





O Casamento











Ana & José, 9 de Outubro




Fomos fotografar o Zé em Carcavelos, demos umas voltas pela praia, mas não sem antes explorarmos os jardins em tons de Outono bem perto de casa. Ainda estivemos alguns minutos à espera da oportunidade perfeita para o fotografar numa rua e ... sem carros! Depois descobrimos que temos uma grande paixão comum, algo que nos deixa sem sono inúmeras noites, que nos faz parar tudo à volta assim que ouvimos algo relacionado, que nos enche de orgulho e que por vezes nos deixa de lágrima no canto do olho! É verdade, estou mesmo a falar do Glorioso Sport Lisboa e Benfica :)

Quando chegámos a casa dos pais da Ana na Baixa da Banheira já havia noiva, e pronta! Fizemos algumas imagens no escritório/sala e arriscámos a chuvinha que tanto ameaçava abençoar o casamento. Rapidamente chegámos à zona ribeirinha do Barreiro e aí conseguimos mais algumas fotos.

O próximo passo foi a Igreja do Rosarinho e a prova de que o casamento seria abençoado, chegou connosco, uma das maiores chuvadas de que tenho memória, por alguns segundos nem se via o Tejo, envolto numa qualquer sopa meteorológica.

Quando saímos da Igreja voltou o Sol e ainda conseguimos fazer algumas fotos na praia. De seguida para Azeitão, uma nova quinta no nosso cardápio, a Quinta Fonte dos Arcos e que boa surpresa foi. Com espaço verde qb. lá se fizeram as fotos com os convidados e algumas antes dos noivos entrarem e claro, antes da chuva chegar e ... ficar. Parecia tudo programado, tínhamos algum tempo seco nos momentos importantes e logo de seguida começava a chover.

Na música este o nosso querido Carlos Pedro, DJ e amigo. Destaco ainda o quadro de mesas deste casamento, onde o nome das mesas eram estilos de dança e onde havia um desenho lindíssimo que representava a Ana e o Zé!